Publicada em 13/04/22
Guerra Na Publicidade Exterior De Lisboa
Autoridade da Concorrência aprova a JCDecaux para a exploração publicitária na capital
A guerra entre JCDecaux e a dreamMedia continua em Lisboa, Portugal. E é por uma enorme soma de dinheiro, já que a concessão da Publicidade Exterior da cidade, por 15 anos tem um valor de 8,3 milhões de euros anuais, mas encontra-se “enroscada” desde 2018.
O round mais recente dessa disputa que vem se arrastando foi a decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) de Lisboa, que liberou a JCDecaux para a exploração dos espaços publicitários nas peças da capital, mas impondo à empresa uma série de compromissos.
A Autoridade emitiu comunicado informando que “decidiu não se opor à exploração pela JCDecaux da concessão de publicidade exterior em Lisboa, depois de a empresa assumir compromissos que previnem as preocupações concorrenciais que resultariam da exploração da maioria da publicidade exterior em Lisboa por um único operador”, disse o regulador, esclarecendo que os “compromissos assumidos incluem a cedência a favor de uma empresa concorrente da JCDecaux de 40% do Lote 1 da referida concessão de publicidade exterior de Lisboa”.
A dreamMedia divulgou comunicado, assinado pelo seu CEO Ricardo Bastos, informando que vai recorrer da decisão da Autoridade da Concorrência (AdC), já que, para a empresa, a decisão do regulador tem por base “um acordo celebrado entre a JCDecaux e a MOP”, o que “configura uma verdadeira cartelização do mercado”.
Para o CEO da dreamMedia, “a MOP é o ‘parceiro’ que mais convém, porque não tem qualquer experiência nem concessões na área do mobiliário urbano na via pública. É um operador de publicidade em transportes e, não sendo um verdadeiro concorrente, é sem dúvida o melhor parceiro, precisamente para não fazer concorrência à JCDecaux”.
Outro ponto que a dreamMedia levantou em sua contestação foi o “fato de a JCDecaux ter invocado a frágil situação financeira da MOP para excluir a proposta que esta apresentou no concurso de Lisboa e se vir agora propor, por um prazo de 15 anos, financiar integralmente a MOP nesta operação que envolverá largas dezenas de milhões de euros".
Jorge Luiz Mussolin


