23 de Julho de 2009
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Publicada em 11/11/13

Síndrome do Bebê Sacudido

O ato de sacudir violentamente um bebê, porém uma brincadeira pode trazer os mesmos riscos

Bebês e crianças menores de dois anos são muito frágeis e precisam de cuidados especiais. Em relação ao choro, muitas vezes pais que chacoalham seus filhos atribuem a isso ao fato de conseguirem com que eles parem de chorar e durmam, possibilitando o surgimento da Síndrome do Bebê Sacudido.

O termo descreve uma série de sinais e sintomas que ocorrem quando a criança é sustentada pelas extremidades ou pelos ombros e é chacoalhada de forma mais severa, seja ou não intencional. "A síndrome não é necessariamente provocada por maus tratos, já que pode ser causada por uma brincadeira", explica a médica pediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Eliana Kuchpil Branco. A consequência: danos cerebrais que podem ser transitórios ou definitivos, e em 30% dos casos o bebê pode chegar a morrer.

O risco é maior em crianças com idade abaixo de 12 meses, pois nesta faixa etária a cabeça do bebê é proporcionalmente maior, a coluna cervical mais frágil e por isso ficam mais sensíveis a movimentos de aceleração e desaceleração. De acordo com a pediatra do HNSG, em geral as crianças não apresentam lesões externas, mas alguns sintomas podem identificar a síndrome. "Choro intenso, dificuldade de ficar acordado, tremores, vômitos, dificuldades visuais, convulsões, e coma, podendo levar até à morte", relata a médica. Essas crianças devem receber assistência médica imediata. Qualquer lesão cerebral que tenha ocorrido só tende a piorar sem o tratamento adequado.

Cuidar de um bebê exige muita paciência dos cuidadores como pais, mães, avós, demais parentes ou babá. Não faz mal embalar no braço, num balancinho para bebês ou se o carrinho chacoalhar em um passeio pela rua. A pediatra orienta: "Não há razão para tentarmos cessar o choro chacoalhando o bebê, esta atitude pode provocar graves consequências", relata.

O Ministério da Saúde criou um manual "Notificação de maus tratos contra crianças e adolescentes para profissionais da saúde". Em caso de suspeita, o evento deve ser notificado e encaminhado ao Conselho Tutelar.



Mônica Neves
Assessoria de Imprensa do Hospital Nossa Senhora das Graças.
(41) 3240-6933